Trabalho Luz e Sombra - Crítica


 Ao analisar as fotos da Júlia, é possível perceber um excelente trabalho com os pontos gerados pelas dobraduras da folha; tanto com o papel de lado quanto com a concavidade para cima e para baixo, o vértice está sempre em posição central, atraindo a atenção do espectador. As sombras também apresentam uma intrigante relação com esses vértices, aparentando se originar deles ou ir em sua direção. 

Na primeira foto, é interessante como a iluminação impactou na sombra da folha. Ainda que essa sombra não apresente as dobraduras menores, ela ainda aparece inclinada, mesmo que a folha vista por cima pareça completamente reta.

A segunda e a terceira fotos, no entando, são mais relevantes quando analisadas em conjunto, visto que são similares, mas com uma pequena mudança no ângulo da luz. Assim, se apresentadas lado a lado, poderiam se destacar em um bom contraste, contribuindo para uma apresentação da composição.

A última foto destaca-se também por apresentar o papel com a concavidade para baixo. Dessa maneira, as sombras formadas transmitem a impressão de se direcionarem para o vértice. Além disso, há uma boa mesclagem entre sombras e penumbras causadas pelas dobraduras.

A composição do slide, porém, poderia se mostrar melhor. Da maneira apresentada, o olhar do leitor fica pendendo muito fortemente para as fotos com o vértice para cima, ou seja, para o centro e para o canto superior direito da imagem, fazendo com que os outros dois retratos fiquem relativamente apagados.





Escolhi essas fotos para analisar principalmente porque a primeira chamou muito minha atenção enquanto passava pelos slides. A maneira como o papel foi dobrado, combinado com a disposição das luzes e sombras, transmitem a impressão de que esse papel está em uma escala completamente diferente da realidade, podendo ate ser confundido com um azulejo preto e branco, por exemplo. 

A segunda foto também complementa bem a primeira, funcionando como uma referência e revelando para o leitor a verdadeira figura que foi fotografada. A iluminação nessa também faz um bom contraste, destacando o cilindro - mais escuro - do fundo - mais claro. Entretanto, o ângulo da luz, se ajustado, poderia aumentar esse contraste, e, consequentemente, o destaque da figura sobre o segundo plano.

A terceira fotografia, ainda que talvez um pouco apagada em relação às outras duas, constrói uma boa figurana composição total, funcionando como o fim de uma experiência em etapas da visualização desse objeto, e permitindo a um leitor vendo pela primeira vez finalmente compreender do que se trata. Além disso, outro ponto interessante da terceira foto é a forma criada no interior do papel pelas dobraduras e ângulo de observação, que pode se assemelhar a uma rosa.

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