Experiência Inhotim
Desenhos da Galeria Fonte Externo e de uma exposição interna
No dia 27/05, realizamos uma excursão para o Instituto Inhotim, pegando o ônibus na porta da Escola de Arquitetura às 7h30 e retornando aproximadamente 18h30.
O dia foi dividido em duas partes; durante o período da manhã, cada grupo ficou encarregado de visitar uma exposição escolhida previamente, passando pelas obras sem ler suas descrições e discutir suas temáticas e a relação entre elas, posteriormente voltando para a exposição e lendo o "real"objetivo do artista com sua criação.
A galeria que visitamos estava expondo obras que constituía a temática de movimento, e, entre elas, destaco 4;
-a primeira, visível antes mesmo de entrar no prédio, era de um carro com sua metade posterior cheia de tijolos, e a parte da frente com várias manchetes e imagens de jornais sobre acidentes com cavalos. A princípio, o grupo associou essa peça como uma relação que atentava pela substituição dos meios de transporte, do cavalo para o carro, também coerente com o tema de deslocamento que dava nome à galeria.
-a segunda, também visível de fora do edifício, era de um homem nu, que carregava e puxava consigo várias cordas e fitas pretas, as quais estavam amarradas em árvores, no chão e até no lago há alguns metros do prédio, formando uma imensa teia. A primeira interpretação que tivemos era como o homem representava as pessoas que se encontravam obrigadas a sair de sua cidade natal, e, assim, ficam em um eterno cabo de força entre suas raízes e as novas culturas que lhe são apresentadas. Mais tarde, o grupo se surpreendeu quanto ã descrição do artista, apontando como as cordas são na verdade a tentativa do homem de amarrar a natureza e trazê-la para dentro do ambiente urbano e moderno.
-a terceira, esta localizada mais a dentro do prédio, constituía uma série de cartões-postais que mostravam prédios bem distintos, cada um mostrando um prédio diferente com nomes de cidades e países estrangeiros. Após algum tempo observando, percebemos que todas essas fotos eram de locais no Brasil (placas e outros pontos da imagem indicavam isso), portanto chegamos à possível explicação de que esse conjunto de fotos tentava apontar a grande influência que a cultura estrangeira tinha em nosso país, e talvez até criticando tal fato.
-a última que destaco estava na última sala do edifício, relativamente escondida pela sua dependência de uma iluminação controlada. Esta constituía de uma grande lâmpada que iluminava em intervalos um globo de discoteca em intervalos que, a princípio, pareciam aleatórios, mas que depois foi possível perceber que se tratava de um código morse, traduzido na tela de um computador próximo. A primeira interpretação dessa obra rondou conceitos de globalização e integração do mundo, visto que a luz projetava englobava todo o disco, além de que integraria bem as outras peças presentes. Após a leitura, porém, descobrimos que era uma crítica às desigualdades socioeconômicas, visto que o código morse ditava frases de um livro desse tema.
Após visitar essa exposição e desenhar o que foi pedido, nos reunimos com o restante da turma para conversar sobre o que fora observado por cada grupo. Foi uma boa discussão, que serviu bem para instigar o interesse em visitar outras galerias pelo Instituto. Assim, fomos almoçar e, depois, continuamos o passeio em grupo, passando por diversas outras obras espalhadas e conversando a respeito. Destaque também para a dos efeitos sonoros, que continha diversas caixas de som dispostas em círculo, que convidava o espectador a rondá-las ou permanecer no centro delas, experimentando sensações diferentes para cada um.
No geral, a excursão foi bem produtiva e muito boa, uma ótima oportunidade para revisitar um local tão bonito e para passar um bom tempo com os amigos, além de apreciar novas exposições de arte diferente do que eu estava acostumado.
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