Parágrafo individual sobre o texto “Animação Cultural”

 O texto de Vilém Flusser traz um diálogo importante acerca da posição dos objetos nas interações humanas. Entre os aspectos discutidos, alguns devem ser ressaltados por sua relevância. 

O primeiro ponto de destaque no texto são as repetidas menções da oradora mesa-redonda sobre as relações pessoa-objeto. A humanidade teria criado os objetos numa tentativa de superar a animalidade, para servir os humanos e auxiliá-los em seus avanços. Entretanto, é ressaltado pela “mesa” como o papel dos objetos há muito ultrapassou essa esfera, e assume hoje papel quase dominante sobre nós, visto que nossa dependência do inanimado se tornou inegável a partir do século XVIII, com o advento das máquinas e, futuramente, de tecnologias mais avançadas. Outro ponto notável é a reflexão da porta voz “mesa” sobre os terrenos inanimado, animado e o dos objetos, este que deveria ser também um terreno independente, mas se mostra ao mesmo tempo uma união e um resultado dos outros dois. Usando como exemplo suas próprias características como mesa, ela propõe a expansão do sentido que os objetos trazem para a vida de seus portadores humanos, que vai além da sua própria função primária; ela é analisável em sua “específica mesidade”, como pedaço de madeira e como manifestação da vontade de sustentar livros. 

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